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Cobranças Abusivas da CBJ

"POR BAIXO DOS TATAMES"
Ex-presidente não aceita acusação e nem mesmo críticas à administração de seu filho,
que classifica de "nossa": "é da família Mamede"

Em matéria divulgada hoje, o jornal "LANCE!" publicou as denúncias feitas pela JUDOBRASIL sobre os desmandos e corrupção reinantes na Confederação Brasileira de Judô - CBJ.
Com certeza, o grande "lance" do "LANCE!" foi conseguir que o ex(?)-presidente da CBJ Joaquim Mamede de Carvalho e Silva falasse e, fatalmente, comprovasse o que todos já sabiam: quem manda é ele.
Afirmações como: "quem discordar que não viaje. A CBJ cobra o que quiser." deixam clara a sua liberdade de ação sem qualquer argumento plausível ou lógico.
À pergunta do LANCE!, "Ele (JUDOBRASIL) diz uma coisa e queremos ouvir o outro lado" respondeu: "Só existe um lado, o da confederação, que foi criada para dirigir, difundir e fiscalizar as federações. Não tem outro lado. Nenhum. Só tenho que dar satisfações ao Tribunal de Justiça. Ainda tenho 2 anos e meio de mandato".
Ao que foi perguntado: "O senhor ou seu filho?" respondeu: "É a mesma coisa. A família".
E alguns acham exagerado o uso da expressão DON MAMEDE...
Sobre as altas "TAXAS DA CBJ" respondeu: "Participar de uma competição não é apenas entrar no avião e viajar. Tem que fazer muito telefonema, tem que mandar muito fax. Toda viagem tem taxa. Quem decide isso são as 26 federações. Ninguém está extorquindo. Se tivesse extorsão, ninguém ia competir". LANCE!: "Mas não é muito dinheiro para telefone e fax?". Mamede: "Quem não quiser viajar é só dizer. Se ninguém quiser ir, não vamos. Mas o judô brasileiro acaba".
Agradecemos ao JORNAL "LANCE!" pelo empenho em divulgar o que acontece no nosso esporte e pela inestimável contribuição de conseguir com que o Sr. Mamede tentasse, em vão, esclarecer alguns pontos colocados em nossas matérias e faxes enviados à CBJ, sem qualquer resposta. Precisávamos ouvir dele. Mas falta muito: ainda esperamos o nome dos veículos de comunicação contratados com parte dos US$ 15.144 para divulgar o Campeonato Sul-americano Infanto Juvenil.
Sobre os altos gastos com fax, fica uma sugestão: a Internet não existe só para atacá-lo, Sr. Mamede. Ela tem um recurso fantástico chamado E-MAIL muito mais rápido e barato que o fax.

Carlos AMC Cunha

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