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Espírito Santo: mandato judicial força renúncia de Creuza.
Wanderley mentiu sobre regularidade.
31'Mar'2008 - JUDOBRASIL

Menos de 24 horas após a divulgação de matéria apontando irregularidades na FEJ (Federação Espíritossantense de Judô), a presidente Creuza Rocha Moreira renunciou durante a conturbadíssima assembléia de prestação de contas realizada em 28/03/2009.
Conforme anunciado, fomos atrás dos motivos e apuramos que a coisa era muito mais séria do que se supunha; foi como destampar uma lata de lixo.
Como surgiu Creuza
Em 2001, quando foi eleito para a presidência da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Paulo Wanderley foi imediatamente substituído pelo Prof. Luis Massanori Yamate (1º vice-presidente). A então 2ª vice-presidente, Creuza Moreira, assumiu a 1ª vice-presidência. Em 28/02/2005, sem mudanças na chapa, Yamate foi reeleito presidente com Creuza como sua 1ª vice.
A renúncia de Yamate
Em 10/02/2007, através de carta enviada a alguns amigos, Luís Yamate (foto abaixo) renuncia “de forma irrevogável”, e relaciona os motivos. Entre eles:


"A federação tem restrições..."


"De surpresa, Yamate foi citado em mandato de penhora"

-> “Estresse pelos constantes entraves causados pela pendência jurídica datada de 1995 da FEJ”;
-> “revogar a ordem de penhora de meus bens pessoais, ocasionada por essa pendência jurídica”;
-> “Bloqueio da conta bancária da Federação (HSBC), em Outubro de 2006, devido à pendência trabalhista da ex-secretária da Federação”, entre outras coisas.
Em tempo: os “elogios” da Yamate a Paulo Wanderley são fáceis de deduzir. Só com a ajuda de Wanderley, Yamate conseguiu sair da fogueira se ter que “jogar no ventilador” o que realmente acontecia na FEJ. Tudo acertado, saiu Yamate e Creuza entrou no seu lugar.
Amigo da onça
Paulo Wanderley fez um “amigo” pagar pelo seu erro: ordem de penhora dos bens pessoais é, além de vergonhoso, preocupante. Não falamos de uma dívida de R$ 500 de um jovem de vinte e poucos anos.
Estamos falando da penhora da sua casa, carro, conta bancária, poupança, crédito...; sem falar na intimação da sua esposa. Falamos da vida de Luís Yamate, com mais de cinqüenta anos, profissional competente, ex-atleta de excelente nível técnico, entre outras qualidades, cujo crime foi acreditar no Wanderley. E deu no que deu.


Paulo Wanderley: "Não há nenhuma irregularidade neste sentido"

Para registro, Paulo Wanderley fez isso com a pessoa que ele escolheu para sucedê-lo em seu estado: Luís Yamate, que acreditava na sua amizade e seriedade (entre nós, essa última foi ingenuidade).
Mais mentiras
Observem que, passados mais de um ano, desde a renúncia de Yamate, Paulo Wanderley continuou negando qualquer irregularidade. O ‘Mandato de Citação, Penhora, Avaliação e Registro’ emitido pela Justiça Federal aponta Wanderley como co-responsável: e ele não sabia disso? Sabia há mais de quatro anos (a data de emissão do mandato é 09/03/2004). Mais uma vez, com a maior cara de pau, mentiu e foi exposto.
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