Dois bronzes: o fraco saldo brasileiro, no primeiro dia
JUDOBRASIL - 09'Ago'2003

Um resulto muito abaixo das expectativas: tanto do público que acompanha do Judô quanto da comissão técnica que reconheceu a possibilidade de subir em todos os pódiuns.

A maior surpresa ficou por conta da derrota do gaúcho João Derly (-60kg) para judokas sem expressão internacional e cartéis muito aquém do brasileiro.

O técnico Luis Shinohara que nos desculpe: mas atribuir o fraco desempenho a "um trauma de pan", é difícil de aceitar. Derly é um atleta experiente que já venceu uma final de mundial (júnior), disputou uma final no maior "caldeirão" do Judô internacional (Torneio de Paris), venceu os Jogos Sul-americanos'2002... Convenhamos: lutar em um ginásio pequeno, em Santo Domingo, não foi novidade. Para se ter uma idéia, o ginásio da Sogipa (clube que o gaúcho defende), é bem maior. Aconteceu alguma coisa que, com o tempo, vamos acabar sabendo. Por enquanto, vamos ficar com a teoria que "os dois quilos perdidos em dois dias e o afastamento das competições internacionais por pouco mais de um ano" foram os principais adversários de Derly. E, nisso, a Confederação Brasileira de Judõ (CBJ) tem uma parcela de culpa.

O atraso no julgamento do processo por doping - ficou parado cinco meses - impediu que Derly integrasse a equipe que participou do Circuito Europeu, no início deste ano, e ganhasse ritmo de competição. Sobre o controle de peso, tanto o atleta quanto a comissão técnica têm culpa pela falta de controle.

Henrique Guimarães (-66kg), o mais experiente da equipe, também teve um desempenho abaixo do esperado. Para um atleta com a sua experiência e que sonha com uma boa participação no mundial e em Atenas, muita coisa deverá ser revista. Ser derrotado por um porto-riquenho na primeira rodada, a um mês do Campeonato Mundial, é preocupante.

Entre as meninas, Fabiane Hukuda rendeu conforme previsto: perder para a cubana Amerilis Savón (vice-campeã) era esperado. O bronze foi bem-vindo.

Ser derrotada pela cubana Danieska Carrión (bronze no mundial'2001) não foi demérito para Marli Midori. Perder para a venezuelana, na disputa pelo bronze...: a brasileira podia ter ido melhor, apesar da inexperiência.

Amanhã, serão disputadas as categorias leve (Tânia Ferreira e Luis Camilo) e meio-médio (Vânia Ishii e Flávio Canto). No masculino o Brasil tem plenas chances de vencer; no feminino, mais cubanas esperam. É aguardar para ver.

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