Um resulto
muito abaixo das expectativas: tanto do público que acompanha do Judô quanto da
comissão técnica que reconheceu a possibilidade de subir em todos os pódiuns.
A maior surpresa ficou por
conta da derrota do gaúcho João Derly (-60kg) para judokas sem expressão internacional
e cartéis muito aquém do brasileiro.
O técnico
Luis Shinohara que nos desculpe: mas atribuir o fraco desempenho a "um trauma de pan", é difÃcil de aceitar. Derly é um atleta
experiente que já venceu uma final de mundial (júnior), disputou uma final no maior
"caldeirão" do Judô internacional (Torneio de Paris), venceu os Jogos
Sul-americanos'2002... Convenhamos: lutar em um ginásio pequeno, em Santo Domingo, não foi novidade. Para se ter uma idéia, o ginásio
da Sogipa (clube que o gaúcho defende), é bem maior. Aconteceu alguma coisa que, com o
tempo, vamos acabar sabendo. Por enquanto, vamos ficar com a teoria que "os dois
quilos perdidos em dois dias e o afastamento das competições internacionais por pouco
mais de um ano" foram os principais adversários de Derly. E, nisso, a
Confederação Brasileira de Judõ (CBJ) tem uma parcela de culpa.
O atraso no julgamento do
processo por doping - ficou parado cinco meses - impediu que Derly integrasse a equipe que participou do Circuito Europeu, no inÃcio deste ano, e ganhasse ritmo de
competição. Sobre o controle de peso, tanto o atleta quanto a comissão técnica têm
culpa pela falta de controle.
Henrique Guimarães
(-66kg), o mais experiente da equipe, também teve um desempenho abaixo do esperado. Para
um atleta com a sua experiência e que sonha com uma boa participação no mundial e em
Atenas, muita coisa deverá ser revista. Ser derrotado por um porto-riquenho na primeira
rodada, a um mês do Campeonato Mundial, é preocupante.
Entre as meninas, Fabiane
Hukuda rendeu conforme previsto:
perder para a cubana Amerilis Savón (vice-campeã) era esperado. O bronze foi bem-vindo.
Ser derrotada pela cubana
Danieska Carrión (bronze no mundial'2001) não foi demérito para Marli Midori. Perder
para a venezuelana, na disputa pelo bronze...: a brasileira podia ter ido melhor, apesar
da inexperiência.
Amanhã, serão disputadas
as categorias leve (Tânia Ferreira e Luis Camilo) e meio-médio (Vânia Ishii e Flávio
Canto). No masculino o Brasil tem plenas chances de vencer; no feminino, mais cubanas
esperam. É aguardar para ver.
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